𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐝’𝐚𝐥𝐦𝐚
Dor escancarada,
Alma cansada,
Corpo de Maria,
Maria doou seu corpo por boleia duma D4D,
Depois virou as noites lá no bar do Alex.
Foi comida por cães, Maria,
Eram cães de raças diferentes,
Os cães deixaram um buraco no corpo de Maria,
Maria era novidade,
Agora Maria é Maioria,
Maria é Major, armada de hunters gold.
E o buraco?
O buraco virou espelho,
E o espelho refletiu um rosto que Maria não reconheceu.
Maria, antes sóbria, agora perdida no nevoeiro,
Em cada gole, um pedaço da alma se desfazia.
Caminhou nas sombras, onde ninguém a viu,
E em cada rua, um grito não ouvido.
O Major agora não sorri,
Mas a arma reluz,
Caçando fantasmas que falam de um ontem,
Onde Maria era menina,
E o mundo ainda tinha cor.
Agora, as cores se apagaram,
E Maria, em silêncio, atira para longe,
Para longe do que restou da vida.
O corpo de Maria se tornou aço,
As lágrimas, veneno.
Mas Maria, armada, já não tem medo,
Não de mais nada, nem de ninguém.
Maria não é mais novidade,
Mas a Maioria,
A Maioria que virou sombra
Nas ruas sem nome.
𝐓𝐞𝐱𝐭𝐨 𝐝𝐞: 𝐏𝐫é 𝐃𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐚𝐝𝐚
𝐏𝐢𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝’𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐂𝐚𝐦𝐨𝐭𝐨















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