Sob a luz suave das emoções e ao som de melodias apaixonadas, a noite de São Valentim em Lichinga ganhou almas gémeas. Entre corações decorativos, cores intensas e um ambiente envolvente, os restaurantes, jardins entre outras esquinas da cidade, transformaram-se num verdadeiro refúgio para os apaixonados. Em cada esconderijo, criou-se um cenário perfeito para momentos de partilha, declarações e celebrações inesquecíveis.
O Dia dos Namorados foi marcado por uma atmosfera única, repleta de romantismo e energia positiva. Casais, amigos e convidados reuniram-se para celebrar o amor, embalados por música ao vivo e por mensagens inspiradoras que aqueceram os corações presentes.

O São Valentim sequestrou todas as atenções do dia. As floriculturas, Chanazi entre as destacadas, as decoradoras e todas artes de encenação artística-amorosa, venderam soluções de todas preferências. Houve quem empreendeu nas fantasias e serviu de herói no ápice da noite. Mas no canto, na poesia e no suave da voz, as guitaras e outros instrumentos cantavam o amor.
As cores foram escolhidas a dedo. As vestes completavam a decoração em mosaicos pintados e enfeitados para todos gostos. Uma correria que celebra a desobediência imperial. A mais célebre das lembranças que se tem de um sacerdote, ainda que vestido sob pretexto de amor.

As almas vagantes em Lichinga deram dignidade ao sacrifício do sacerdote. Enquanto uns partiam, outros aterravam. O Aeroporto foi dos pontos de convergência do espírito valentino. Autoridade ou não, os corações estavam despidos de poder, respiravam submissão ao amor. Luís Jumo, como autarca, falou aos seus:
“O dia dos namorados deve ser celebrado todos dias. Oferecer flores deve ser normal, tanto para homens assim como para as mulheres.”
O ponto mais alto do dia, foi a noite. Na sua descrição típica, ela guardou todos segredos, desde os ocultos aos revelados; dos sórdidos aos decentes; dos audazes aos receosos. Foi uma confidente fiel até as actuações tomarem conta de todos. No Holy Grill, Tomás, encantou num acústico singular, revelou viver um amor verdadeiro e marcante:
“O amor é algo bonito. A música é a minha forma de expressar sentimentos e, nesta noite, trouxe canções que falam de amor. É uma alegria poder contribuir para animar este público tão especial. Se quer amar, coloque-se no lugar do outro. Entregue-se por completo, de corpo e alma.”

A noite também foi especial porque Marx, o Depressive, celebrou simultaneamente o Dia de São Valentim e o aniversário da sua cara metade. Emocionado, partilhou o significado do momento:
“Não é apenas um dia comum. É uma oportunidade para intensificarmos o amor que sentimos um pelo outro. O ambiente está incrível, o local é bonito e a música ao vivo torna tudo ainda mais especial.”
Em outros extremos, BW, no seu estilho característico, usou a guitara e voz para falar de amor. Encantou numa presença formal no Restaurante e Bar Dona Bela. Enquanto o Complexo Brisa, nos mimos típicos do dia, brindou os seus convidados com o Cleyton David.
Entre os presentes, uma convidada reforçou a importância da cumplicidade e da perseverança nas relações:
“O amor é lindo. Amem-se, sejam cúmplices e aprendam a perdoar. Obstáculos existem, mas o importante é levantar e continuar.”

Outra também destacou o valor da compreensão e da tolerância:
“Somos pessoas diferentes, com culturas e comportamentos distintos. É natural haver desafios, mas com paciência e diálogo é possível fortalecer e renovar o amor.”
Do Restaurante Tio Pio, ouvia-se o jawa que ginga, G.O, mas na trajectória, houve quem preferiu atracar no Café Aroma, para do sabor suave que o local oferece, meditar no amor.

Mais do que simples eventos de celebração de São Valentim, a noite em Lichinga acolheu encontros de emoções, onde estórias, sorrisos e melodias se uniram para transmitir uma mensagem simples, mas poderosa:
“O amor, quando vivido com verdade, tem sempre a capacidade de se renovar.”


























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